Holanda

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Amsterdam

A nação mais tolerante do mundo

Certa vez um professor de holandês me disse que eu tinha uma visão muito idealista e romântica sobre o holandês. Aquilo me pegou de um jeito que até hoje – 03 anos depois – penso a respeito. Pode até ser. Nutrir um amor pela cultura, modo e educação holandesa muitas vezes me faz enxergá-los com outros olhos. Mas nada me tira a conclusão de ser o povo que mais tolera e respeita o próximo e suas diferenças. O holandês é tolerante no trânsito; é tolerante com as ruas voltadas à prostituição, mesmo que ao lado de restaurantes considerados “de família”; foi a primeira nação a aceitar e oficializar o casamento gay; em 2016, para protestar contra abusos à comunidade gay, dois parlamentares chegaram ao ofício de mãos dadas (eles são héteros); o uso da maconha é liberada nas centezas de coffee shops (e digo isso mesmo não sendo holandesa: nada mais chato que deparar aquela multidão de turistas doidos pelas ruas).

A historia comprova: filósofos e pensadores como o inglês John Locke encontraram refúgio na Holanda, entre os séculos 17 e 18, pois somente lá estariam em paz com suas opiniões, ideologias e convicções. Sempre foi uma nação mais propensa para aceitar culturas e religiões diferentes. Sem contar aceitação e aderência não só do público, mas de seus próprios governantes, à grande Parada Gay. O ex prefeito Eberhard van der Laan (falecido em 2017) era um grande apoiador da causa e sempre manifestou a favor de direitos iguais para quaisquer cidadões. Já o rei Willem-Alexander, mesmo não participando ativamente da parada, assume publicamente sua simpatia com a causa e orgulho de sediar, em Amsterdam, um evento tão importante.

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